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Dor Lombar Crônica em Paciente Sedentária: Musculatura Fraca

Apresentamos o caso de uma paciente do sexo feminino, 62 anos, com histórico de sedentarismo e queixa de dores lombares crônicas. As dores tinham um padrão bem definido: surgiam durante as tarefas domésticas, como lavar louça, varrer a casa e estender roupas, impactando diretamente sua qualidade de vida.

A Consulta

Diante da persistência do quadro, a paciente procurou atendimento em nosso consultório. Realizamos uma avaliação clínica completa e exame físico minucioso, que já sugeriam tratar-se de uma lombalgia de origem mecânica. Para complementar a investigação, solicitamos uma ressonância magnética da coluna lombar.

Alterações Degenerativas

O exame revelou alterações degenerativas leves nos discos intervertebrais, alterações essas compatíveis com a idade e sem sinais de compressão das estruturas nervosas. No entanto, um achado relevante foi a presença de hipotrofia da musculatura paravertebral lombar — ou seja, uma musculatura mais fraca e mal desenvolvida ao redor da coluna.

À esquerda, imagem da ressonância da paciente evidenciando a musculatura paravertebral enfraquecida. À direita, a comparação com um paciente com musculatura paravertebral preservada. Nos cantos superiores temos exemplos de carnes com densidades musculares diferentes, o que ajuda a entender o impacto do sedentarismo na estrutura da coluna.

Esse dado é essencial, pois muitos quadros de dor lombar crônica têm origem mecânica, e estão diretamente relacionados ao enfraquecimento da musculatura estabilizadora da coluna.

A Importância da Musculatura

A musculatura paravertebral é responsável por proteger as articulações da coluna e absorver parte das cargas aplicadas durante os movimentos do dia a dia. Quando essa musculatura está fraca, tarefas simples como abaixar, levantar peso leve ou permanecer de pé por longos períodos passam a sobrecarregar a coluna e gerar dor.

Por outro lado, quando bem desenvolvida, essa musculatura atua como um verdadeiro “cinturão natural” de proteção para a coluna, reduzindo o risco de lesões e melhorando a tolerância às atividades do cotidiano.

O Tratamento Conservador

Com esse diagnóstico, iniciamos um tratamento conservador com foco no fortalecimento muscular progressivo, aliado a medicações para controle da dor na fase inicial. A paciente aderiu bem ao plano terapêutico, e ao longo das semanas apresentou melhora significativa.

Desfecho Clínico

Atualmente, encontra-se assintomática, voltou a realizar seus afazeres diários sem restrições e relata se sentir mais disposta e segura em suas atividades.

Este caso reforça a importância da avaliação adequada da causa da dor lombar e do papel fundamental da musculatura para a saúde da coluna. Nem toda dor é sinal de hérnia ou necessidade cirúrgica — muitas vezes, o que precisamos é fortalecer o que sustenta nossa estrutura.

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